Brasil em Transformação: juros altos freiam varejo, mas especialistas veem reabilitação em 2026

Brasil em Transformação: juros altos freiam varejo, mas especialistas veem reabilitação em 2026 Brasil em Transformação: juros altos freiam varejo, mas especialistas veem reabilitação em 2026

O evento “Brasil em Transformação” reuniu líderes empresariais e um renomado economista na Associação Comercial e Empresarial de Osasco (ACEO) na noite desta terça-feira, 04/11, para debater as perspectivas econômicas para 2026.

Participaram do seminário Marcos Atchabahain, presidente da ACEO e diretor da Village Home Center; Jorge Gonçalves Filho, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV); e Fernando Honorato, economista-chefe do Banco Bradesco. A mediação ficou por conta do superintendente da ACEO, Denis Mello.

Otimismo com Cautela

O economista Fernando Honorato trouxe uma análise com otimismo cauteloso por conta do cenário de incerteza global, provocada principalmente por ações do presidente americano Donald Trump na política econômica mundial, sendo as tarifas de importação o lado mais visível.

Por isso, ele projeta que a economia brasileira deve passar por uma desaceleração do crescimento do PIB na primeira metade de 2026.

Contudo, segundo ele, essa perda de fôlego é vista como a “semente da mudança” na política monetária.

Honorato espera que o Banco Central promova cortes mais substanciais na Selic, que deverão reabilitar a economia na segunda metade de 2026.

Ele destaca ainda que a economia brasileira vive um momento bom, puxada principalmente pelos resultados do agronegócio (que impulsionam o PIB) e pela baixa taxa de desemprego (motivada pelas reformas trabalhista, previdenciária e a economia de plataforma: Uber, iFood, Rappi).

Juros inviabilizam a conta do varejo

Jorge Gonçalves Filho, do IDV, destacou o cenário apertado para o varejo, que tem vivido um ano difícil em vários segmentos, com crescimento real abaixo do esperado, se descontada a inflação.

A expectativa, segundo ele, é que outubro, novembro e dezembro deste ano possam recuperar parte desta perda e que em 2026 – por ser ano eleitoral – o dinheiro possa circular melhor, favorecendo os negócios.

O presidente do IDV alertou ainda para as dificuldades impostas pelo alto custo do crédito. “Os juros superelevados inviabilizam o resultado das empresas e são uma das principais questões da economia”, detalhou.

Ele frisou ainda que o varejista é sempre otimista e espera o melhor para o futuro, mas os juros são um grande entrave para os negócios.

Apesar disso, ele acredita que com o impacto positivo da Reforma Tributária, principalmente a partir de 2027, será bom para o varejo.

Participaram do seminário Marcos Atchabahain, presidente da ACEO e diretor da Village Home Center; Jorge Gonçalves Filho, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV); e Fernando Honorato, economista-chefe do Banco Bradesco. A mediação ficou por conta do superintendente da ACEO, Denis Mello.

Confiança do Consumidor

Marcos Atchabahian, presidente da ACEO, corroborou o desafio dos juros e mencionou que o alto custo do crédito se tornou um problema crítico para o fluxo de caixa das empresas.

Ele detalhou – por exemplo – o descompasso entre o prazo de recebimento e de pagamento: “Na hora de pagar [o produto], o cliente alonga o prazo de pagamento. Antes eram cinco ou seis parcelas. Hoje está em dez, doze”, contou.

De acordo com Atchabahian, isso significa que o lojista demora quase um ano para receber o dinheiro, enquanto tem que pagar o seu fornecedor com 60, 90 dias, e a sua conta não fecha.

“Embora existam recebíveis, o empresário precisa de dinheiro todo dia. O custo alto do dinheiro asfixia as empresas, inviabilizando negócios para quem não tem capital próprio”, continuou.

Ele lembrou ainda que a “saúde” do varejo depende de dois pilares essenciais: a confiança do consumidor e os juros. “Quando o consumidor está com medo de contrair dívidas e perder o emprego, ele adquire menos produtos, o que piora o ciclo econômico”, alertou.

Ele fez – por fim – um alerta ao empresariado: “O Brasil oferece oportunidades, mas também tira. Devemos estar atentos a tudo para que não sejamos surpreendidos”, sugeriu.

Para os especialistas, apesar da provável reabilitação da economia, moderação e atenção seguem sendo o melhor caminho para 2026.

Participantes do evento "Brasil em Transformação"

Para assistir o Painel Brasil em Transformação na íntegra clique AQUI e AQUI

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