Pesquisa feita com consumidores de 17 países revela que brasileiro é o mais otimista

Pesquisa feita com consumidores de 17 países revela que brasileiro é o mais otimista Pesquisa feita com consumidores de 17 países revela que brasileiro é o mais otimista

O consumidor brasileiro ainda acredita que o futuro será melhor mesmo com todas as adversidades causadas pela pandemia de Covid-19.  O discurso de esperança é um dos resultados apontados pela pesquisa “Tomorrow’s Consumer: Consumidor do Amanhã Tendências de Comportamento, Compra e Consumo para o Futuro” focada no público brasileiro, realizada pela Mosaiclab em parceria com a Toluna, durante primeira edição do Global Retail Show.

A pesquisa foi realizada em agosto com mais de cinco mil entrevistas em 17 países (Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Estados Unidos, Canadá, México, França, Alemanha, Holanda, Portugal, Reino Unido, China, Austrália, Japão e África do Sul). Especificamente sobre o recorte Brasil (dados que traremos a seguir), os resultados são referentes a um público de quase 1.100 casos.

Segundo Karen Cavalcanti, sócia da Mosaiclab, o consumidor brasileiro do amanhã é aquele que compra, consome, se relaciona com produtos, serviços e conteúdo, e está sempre engajado com ideias e propósitos relevantes, hiper conectado e com uma jornada de compra não linear.

“Ele tem um mindset positivo. Para 87% das pessoas, o futuro vai ser melhor. Esse otimismo é forte em vários países, mas no Brasil ele é ainda mais intenso”, disse Karen. “A maioria acredita que a renda vai aumentar bastante, assim como enxergam um aumento de renda para o futuro”, explicou Karen, que reforçou também positivismo do brasileiro muito relacionado com a sua essência cultural.

A pesquisa trouxe dez problemas que preocupam muito a sociedade brasileira para os próximos dez anos. Entre eles, pobreza e desigualdade social (60%), insegurança com assaltos e violência (53%), corrupção (53%), fome e população subnutrida (53%), novas ondas fortes de epidemias ou pandemias (51%), desmatamento da Amazônia (49%), crises financeiras econômicas no país (48%), crescimento de doenças emocionais (48%), baixa oportunidade de emprego e renda (48%) e problemas nos serviços de saúde (46%).”Vale destacar que no top 5 está o medo de novas ondas pandêmicas, o que mostra que realmente afetou o mindset social”, explica Karen.

Na saúde, além receio de novas pandemias, há questionamento sobre a eficiência dos serviços de saúde e o medo coletivo de desenvolver doenças emocionais. Depressão, stress, ansiedade são doenças que 40% dos respondentes acreditam que poderão desenvolver nos próximos dez anos. Dentro deste recorte, a Geração Z representa 54%, a Y 48%, a X 35% e os chamados Baby Boomers 20%. Segundo a especialista esses pontos afetam fortemente a sustentabilidade humana do brasileiro.

Já do ponto de vista econômico, movimentações como redução da taxa de juros, pagamento instantâneo também trarão mudanças no consumo. É a chamada alta a atratividade do brasileiro ao pagamento digital. “Entre os meios de pagamento mais utilizados nos próximos anos estão o cartão de crédito, cartão de débito, pagamento digital, pagamento via redes sociais e dinheiro em moeda”, explica Karen.

Mindsets de comportamento, compra e consumo do brasileiro

Além de saber o que compram é importante entender quais são os motivadores dessa compra, por isso o estudo mapeou seis mindsets de percepção do futuro do consumidor do amanhã brasileiro.

Microevolutivo (18%): São receosos e muito preocupados com futuro do mundo e pessoal, inseguros com relação ao futuro, preferem experimentar o novo de forma gradativa, além disso têm poder de compra médio, são controlados e planejados ao gastar. Este grupo é o que mais que pode ter doenças como stress, depressão. Ainda que a maioria seja urbana buscam mais contato com a natureza e querem viver fora de centro urbanos no futuro.

Flexconsumidor (30%): São flexíveis, se adaptam as mudanças, mas não a promovem. Eles são mais velhos, se preocupam com o preconceito contra mais velhos e consideram que marcas devem investir mais para terceira idade. Este grupo acredita que que o futuro não vai ser muito diferente do atual, mas que ele terá mais tecnologias, mais informação e dificuldade de absorção, além do risco de perder emprego para novas tecnologias ou gerações.

Consumidorcontrole (17%): São muito urbanos e avaliam que sua renda pessoal vai aumentar muito no futuro. Tem poder de compra médio e alto, estão abertos ao consumo, mas com olhar racional, gostam de entender origem e informação do que compra e consome. Imaginam o futuro como experiencial, mas também muito funcional, onde tudo pode ser controlado de perto e a distância. Gostam muito de interação digital que promovam eficiência, praticidade, economia e informação qualificada e é muito interessado em economia compartilhada, não só pelo lado sustentável, mas pelo controle de custo.

Biotransformador (15%): Formado por um público criativo, moderno e muito preocupado com futuro do mundo, problemas sociais e ambientais e são, na sua maioria, mais urbanos com alto poder de compra. Consideram a tecnologia como alavanca para uma vida e compra melhores – recomendam o uso da inteligência artificial, assinatura de serviços, rastreamento de origem, robôs como atendente, restaurantes e lojas autônomas e itinerantes. É um grupo muito aberto a economia compartilhada e sustentável, e gostariam que os vendedores ou as marcas explicassem melhor sobre os seus produtos e serviços, pois sentem falta de atendimento humano qualificado

Tecrevolucionário (8%): Tecnologia para eles é integração, revolução, facilidade, praticidade para uma vida melhor. Valoram sustentabilidade, reciclagem, reuso e descarte consumo consciente. Estão abertos para novos tipos de compra, como live commerce, compras por rede social, viagens virtuais (conhecer pessoas, culturas e realizar experiências de forma online, via internet). O futuro das compras é visto com muita integração tecnológica, consumo digita e lojas para experenciar, informar, com muita interatividade tecnologia, vitrine virtual, realidade aumentada, cardápios com recomendação de inteligência artificial, lojas autônomas, atendentes robôs ou virtuais.

CONZUMISTA (12%): Contração na geração Z, pessoas mais novas e conectada. Parte também é X e Y. Se definem como moderno, consumista e até um pouco rebelde. Tem mais dificuldade com relacionamentos e administrar tempo. Médio poder de compra, mas com aumento para o futuro.

“O objetivo é inspirar negócios com perspectivas de cenários de mudanças que ocorrerão no futuro e com isso antecipar, planejar e realizar ações com visão transformadora”, conclui Karen.

Acompanhe a pesquisa na íntegra neste link

* Imagem reprodução