IAV-IDV apresenta queda real nas vendas pelo 11º mês consecutivo

23/03/2016

Em fevereiro, os associados do IDV apontaram retração de 6%, e as projeções para os próximos meses também são pessimistas, com queda de 4,6% em março, 2,4% em abril e 1,24% em maio

Pelo 11º mês consecutivo o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) aponta retração real, ou seja, já descontada a inflação. Em fevereiro deste ano as vendas caíram 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado negativo é motivado pela continuidade da deterioração dos pilares macroeconômicos que direcionam o consumo, como a queda do nível de emprego e renda, o encarecimento do crédito, o aumento da inflação e a redução do índice de confiança, impactando negativamente os resultados de vendas do varejo pela forte correlação entre eles. Vale ressaltar que fevereiro teve um dia a mais de vendas pelo fato de 2016 ser bissexto.

Esta série de quedas nas vendas teve início em abril de 2015. O IAV-IDV é medido mensalmente pelos associados do IDV e divulgado 30 dias antes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE.
Os associados do IDV indicam a continuidade da retração nos próximos meses, com queda de 4,6% em março, 2,4% em abril e 1,24% em maio, sempre em comparação com os respectivos períodos do ano anterior.

O setor de semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, apresenta o pior resultado em fevereiro, com queda de 10,1% na comparação anual. As expectativas para os próximos meses são de queda de 1,5% em março e 0,1% em abril e leve alta de 0,4% em maio.

Já o setor de bens duráveis teve queda de 4,7% em fevereiro. A projeção dos associados desse segmento para os próximos meses é de decrescimento de 2,1% em março, 2,0% em abril e 2,4% em maio.
O segmento de bens não duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou queda de 5,2% das vendas realizadas em fevereiro. Vale lembrar que o setor de alimentação dentro do lar sofre muito e sente a pressão do aumento da inflação, que cresce acima do índice geral. A cesta de produtos deste setor teve um aumento médio de preços em janeiro de 14,2% (acumulado 12 meses). As projeções dos associados do IDV para março, abril e maio são de quedas de 6,7%, 4,2% e 1,1%, respectivamente.

O IAV-IDV tem se mostrado um importante indicador para o mercado, pois consegue antecipar entre 30 e 40 dias a tendência de resultados da Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE.

Sobre o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas)

Criado em outubro de 2007, o IAV-IDV é um índice que consolida a evolução das vendas efetivamente realizadas pelos associados do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo), com o intuito de projetar expectativas para os próximos meses e, assim, servir de base de informação para a tomada de decisão dos executivos do varejo.
Para se chegar aos números apresentados pelo IAV-IDV, as empresas associadas reportam seus próprios resultados e suas expectativas sobre vendas no futuro. Em seguida, estas respostas são ponderadas de acordo com o respectivo porte de cada empresa, para que se alcance indicadores como o volume de vendas e o faturamento nominal. Os dados extraídos pelo indicador têm permitido uma visualização mais ampla do comportamento do mercado para um período futuro de até três meses.

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