Releases Releases

06/02/2009 | Fonte Assessoria de Imprensa

Propostas para o setor varejista são apresentadas em reunião entre IDV e Banco Central

De acordo com o Instituto para Desenvolvimento do Varejo, as sugestões que foram encaminhadas ao governo visam beneficiar os consumidores e toda a sociedade


O Presidente do Banco Central Henrique Meirelles recebeu nesta sexta-feira, dia 6, 24 representantes dos associados do Instituto para Desenvolvimento do Varejo - IDV, em uma reunião que teve como objetivo apresentar propostas e reivindicações do setor que, na prática, beneficiarão toda a sociedade.
Mesmo dispondo de números expressivos na economia brasileira - as empresas associadas ao IDV apresentam um faturamento de 120 bilhões anuais, com 9 mil pontos de vendas, e geram mais de 360 mil empregos diretos -,  o segmento não é contemplado com ações específicas do governo ou consultado para definição de políticas sociais.

O encontro abordou quatro aspectos que, de acordo com o IDV, são de fundamental importância nesse momento de incertezas econômicas. Como primeiro desafio, os representantes do Instituto pedem ao governo o apoio na sensibilização dos congressistas para agilizar a criação do cadastro positivo.  "Com a criação dessa ferramenta, evitaremos que aqueles consumidores que honram seus compromissos sejam punidos pelos inadimplentes com taxas injustas", afirmou Luiza Helena Trajano, presidente do IDV.
Também foi sugerida a criação de uma linha de crédito direto para os varejistas, destinada ao estímulo de financiamento com taxas mais baixas, nos mesmos moldes do que foi feito para a indústria automobilística. Meirelles mostrou-se bastante receptivo à ideia, solicitando a formação de um grupo de trabalho para apresentar uma proposta.

A redução do IOF para financiamento de bens básicos de consumo popular também foi uma das reivindicações do IDV, durante a reunião, com o  objetivo de aumentar o acesso da população a esses produtos, permitindo manter a produção e o emprego na indústria e no varejo.
Diante dessas análises, o Presidente do Banco Central propôs um estudo que indique os produtos básicos populares, por segmento de atuação dos varejistas.

Os representantes do IDV fizeram ainda um último pedido, para que o Banco Central intensifique a queda dos juros, medida que, no entendimento de todos, permitiria uma ampliação nas vendas, beneficiando toda a cadeia produtiva brasileira.

O IDV defende que, para manter o consumo familiar, é necessário incrementar a renda da população, o emprego e o crédito. Consequentemente, com essas ações haverá alto índice de confiança. Desta forma, o Brasil manterá o aumento do PIB, ao contrário de outros países que criaram dependência de mercado externo e foram mais atingidos pela crise econômica. Todas as ideias apresentadas pelo Instituto visam aumentar o consumo interno, ampliando o emprego e a renda no País.

De acordo com os participantes, o encontro promoveu a abertura de um canal eficiente de comunicação entre os varejistas e o governo. "O caminho foi aberto agora precisamos trabalhar para concretizar as ações", declarou Roberto Biewlaski, associado do IDV. O sentimento foi compartilhado pelo conselheiro do Instituto, Helio Seibel: "a receptividade do Presidente do Banco Central foi muito grande, pois mostramos como o IDV pode ser o fórum dessas discussões para beneficiar todo o mercado", disse Seibel.

Para o conselheiro Flavio Rocha, historicamente, o varejo brasileiro dificilmente se aproximava do governo para apresentar reivindicações ou elaborar planos conjuntos em prol da sociedade. "Estamos dando um precioso passo nesse sentido", conclui.