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02/05/2012 | DCI

Varejo se molda para atender nova classe social

DCI - SP  /   02/05

Flávia Milhassi

SÃO PAULO - Não só redes varejistas foram capazes de identificar o potencial da população de baixa renda. Desde 2007, bancos privados como o Bradesco e o Santander abriram agências bancárias para dar acesso a serviços a essa parcela da população carente. Segundo Fernando de Castro, presidente do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), as empresas brasileiras, em especial as de varejo, têm modificado a forma de fazer negócio para atender uma nova demanda. "O varejo vê potencial nessa nova classe média", diz.

Ainda na opinião do especialista no setor, ter operações nessas regiões menos privilegiadas leva os empresários a se adaptar a uma cultura regional, além de dar acesso a serviços que antes essa população só conseguia com deslocamento. "O varejo tem como função dar acesso, desenvolver soluções de proximidade e estar em lugares mais distantes dos grandes centros, e mostra que essas redes e suas operações vão em direção a isso", explica Castro. Outro dado interessante é que com a demanda crescente dessa classe em ascensão, outras redes, não só o varejo de eletroeletrônicos, passarão a investir nessas áreas. "Em breve, essas regiões terão redes de livrarias e papelarias, entre outras opções com lojas que empregarão pessoas da própria comunidade", define.