A liberdade é o caminho para destravar a economia, diz Flávio Rocha

05/03/2018

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Texto: Aina Soledá | A TARDE SP (04/03/2018)

O empresario Flávio Rocha, 60, exerce a função de CEO do Grupo Guararapes, que compreende a rede de lojas Riachuelo, Confecções Guararapes, Midway Financeira, Transportadora Casa Verde e Shopping Midway Mall. Ele também é fundador do Instituto de Desenvolvimento do Varejo (IDV) e integra a lista dos 500 mais influentes da moda, segundo a revista Business of Fashion (BoF). Participa de conselhos da Fiesp, IEDI e órgãos ligados à indústria e ao varejo, além de ser um dos fundadores do movimento Brasil 200 – Independência para Todos.

Você vai participar da disputa eleitoral pela Presidência da República, em outubro, pelo Movimento Brasil Livre (MBL)?

Não. Eu pude me dar ao luxo de me lançar candidato aos 34 anos de idade, em 1994, quando ganhei mais visibilidade defendendo a reforma tributária radical com imposto único. Hoje, 24 anos depois, prefiro me dedicar ao ‘Brasil 200’ – nome simbólico aos 200 anos de Independência do Brasil, em 2022.

Qual o intuito do Brasil 200?

O movimento foi criado por um grupo de empresários a fim de extinguir a perda de competitividade e travamento da economia. Com o objetivo de pautar debates, firmar posições na agenda sem que seja necessário uma candidatura heroica ou simbólica. O nome Brasil 200 tem um simbolismo muito rico, mas se o País terá muito a comemorar ou muito a lamentar, daqui a quatro anos, vamos construir agora. Acredito que existe um conflito determinante nas decisões da próxima eleição: o da massa produtora. O conflito será entre a imensa maioria que produz, diria que 98% da população, que puxa a carruagem e que tem o desafio de conter uma aristocracia burocrática que se apropriou do Estado em beneficio próprio. Esse tem sido o fator de travamento da economia e de perda vertiginosa da competitividade, que significa decadência de conquistas sociais. Apesar do movimento ser da imensa maioria que puxa a carruagem, nós, empresários, temos a responsabilidade de ser os guardiões da competitividade, além de ter um papel político a desempenhar. Temos uma responsabilidade fundamental, que aposta, gera emprego, fareja a oportunidade pra depois fazer essa importante interlocução entre política e economia.

Leia a entrevista na íntegra

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