A taxa de juros ao consumidor fecha em junho de 2017 em 36,4% ao ano

27/07/2017

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Os juros cobrados das pessoas físicas pelas instituições financeiras fecharam em junho de 2017 em 36,4% ao ano, ou seja, queda de 0,8 ponto percentual na comparação com o resultado do mês anterior e de 5,5 pontos percentuais na comparação anual.

O indicador foi beneficiado pela queda da taxa de spread, que passou de 31,9% em junho de 2016 para os atuais 28,7% ao ano, queda de 3,2 pontos percentuais. No mesmo período, a taxa de captação cobrada pelos bancos teve queda de 2,3 p.p..

Na modalidade cartão de crédito, os juros cobrados para as pessoas físicas, passaram de 117,7% a.a. em junho de 2016 para 91,3% a.a. em junho de 2017: um decrescimento de 26,4 pontos percentuais no período de um ano. Vale ressaltar que os juros do cartão de crédito na subcategoria rotativo, atualmente está em 378,3% ao ano.

Entre as modalidades de crédito, o cheque especial continua sendo a maior taxa cobrada (desconsiderando o rotativo do cartão de crédito), atingindo o patamar de 322,6% a.a..

Segundo o Banco Central, no mês de junho de 2017, o volume de recursos livres e direcionados às pessoas físicas e jurídicas atingiu o montante de R$ 3.078 bilhões, aumento de 0,4% em relação ao mês imediatamente anterior e de queda de -1,6% na comparação anual.

O valor de crédito disponível no Brasil, em junho de 2017, representa 48,5% do PIB, tendência de queda se compararmos com o ano passado, quando o crédito representava 51,1% do produto interno bruto. O decrescimento da participação do PIB é puxado pela queda do crédito para as pessoas jurídicas, que caiu de 26,1% em relação ao PIB no ano passado para os atuais 23,2%.

A carteira destinada às pessoas físicas totalizou R$ 1.595 bilhões (51,5% de participação sobre o total de crédito disponível), crescimento de 4,3% na comparação anual. Já a carteira de crédito para as pessoas jurídicas somou R$ 1.483 bilhões, queda de -7,3% sobre o mesmo mês do ano passado.

A carteira de crédito de recursos livres caiu -2,4% na comparação anual, fechando em R$ 1.532 bilhões em junho, na comparação contra o mês anterior teve aumento de 0,6%. O segmento de crédito livre das pessoas físicas totalizou um mercado de crédito de R$ 818 bilhões, aumento de 0,5% em relação ao mês passado, sobressaindo o crédito consignado. O segmento de pessoas jurídicas fechou com a carteira de crédito livre na casa de R$ 713 bilhões.

Já o crédito direcionado possui saldo de R$ 1.547 bilhões, registrando queda de -0,9% no período de um ano. O financiamento para famílias alcançou R$ 777 bilhões, crescimento de 0,5% no mês, destacando-se o financiamento imobiliário.

Inadimplência (em %)

Percentual de inadimplentes acima de 90 dias

Fonte: Banco Central. Elaboração: NE&PE/GS&MD Gouvêa de Souza
Percentual de inadimplentes acima de 90 dias

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