A taxa de juros ao consumidor cai 5,5 pontos percentuais num período de um ano

25/08/2017

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Os juros cobrados das pessoas físicas pelas instituições financeiras fecharam em julho de 2017 em 36,5% ao ano, ou seja, estabilização na comparação com o resultado do mês anterior e queda de 5,5 pontos percentuais na comparação anual.

O indicador foi beneficiado pela queda da taxa de spread, que passou de 32,1% em julho de 2016 para os atuais 29,0% ao ano, queda de 3,1 pontos percentuais. No mesmo período, a taxa de captação cobrada pelos bancos teve queda de 2,5 p.p..

Na modalidade cartão de crédito, os juros cobrados para as pessoas físicas, passaram de 118,9% a.a. em julho de 2016 para os atuais 89,4% a.a., decrescimento de 29,5 pontos percentuais no período de um ano. Vale ressaltar que os juros do cartão de crédito na subcategoria rotativo, atualmente está em 399,1% ao ano.

Entre as modalidades de crédito, o cheque especial continua sendo a maior taxa cobrada (desconsiderando o rotativo do cartão de crédito), atingindo o patamar de 321,3% a.a..

Segundo o Banco Central, no mês de julho de 2017, o volume de recursos livres e direcionados às pessoas físicas e jurídicas atingiu o montante de R$ 3.062 bilhões, queda de -0,6% em relação ao mês imediatamente anterior e de -1,7% na comparação anual.

O valor de crédito disponível no Brasil, em julho de 2017, representa 47,9% do PIB, tendência de queda se compararmos com o ano passado, quando o crédito representava 50,7% do produto interno bruto. O decrescimento da participação do PIB é puxado pela queda do crédito para as pessoas jurídicas, que caiu de 25,8% em relação ao PIB no ano passado para os atuais 22,9%.

A carteira destinada às pessoas físicas totalizou R$ 1.598 bilhões (52,2% de participação sobre o total de crédito disponível), crescimento de 4,4% na comparação anual. Já a carteira de crédito para as pessoas jurídicas somou R$ 1.463 bilhões, queda de -7,7% sobre o mesmo mês do ano passado.

A carteira de crédito de recursos livres teve queda -2,1% na comparação anual, fechando em R$ 1.521 bilhões em julho, na comparação contra o mês anterior a redução foi de -0,7%. O segmento de crédito livre das pessoas físicas totalizou um mercado de crédito de R$ 822 bilhões, aumento de 0,5% em relação ao mês passado, sobressaindo o crédito consignado e o cartão à vista. O segmento de pessoas jurídicas fechou com a carteira de crédito livre na casa de R$ 699 bilhões.

Já o crédito direcionado possui saldo de R$ 1.541 bilhões, registrando queda de -1,3% no período de um ano. O financiamento para famílias alcançou R$ 776 bilhões, leve queda de -0,1% no mês.

Inadimplência (em %)

Percentual de inadimplentes acima de 90 dias

Fonte: Banco Central. Elaboração: NE&PE/GS&MD Gouvêa de Souza
Percentual de inadimplentes acima de 90 dias

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