IBGE retifica os resultados do varejo de janeiro de 2017, alterando de -7,0% para -1,2% na comparação anual

12/04/2017

Conjuntura e Comércio Varejista

Na divulgação de hoje (12/04), o IBGE retificou os resultados de janeiro do varejo. O resultado real do varejo restrito de janeiro de 2017, passou de -7,0% para -1,2%. Essa alteração afetou também os resultados de todos os segmentos. A boa noticia, que os novos indicadores são bem melhores que o apontado anteriormente.

O motivo da alteração dos resultados, segundo eles foi: “com a coleta dos dados de fevereiro, foi possível perceber a necessidade de ajuste dos pesos amostrais utilizados na construção dessa nova base de comparação”.

A nossa preocupação que o resultado de janeiro de 2017 ainda não esteja certo, porque encontramos outra inconsistência nos dados. O relatório mostra que crescimento real da atividade de móveis e eletrodomésticos foi de 4,0%, só que o desmembramento por subatividades foi de -30,1% para móveis e de 1,4% para eletrodomésticos, ou seja, o resultado nunca poderia ser 4,0%. Qual informação está errada (atividade ou suas subatividades)?

Se o resultado da atividade não for 4,0% irá afetar o resultado de -1,2% do varejo total. Entramos em contato com IBGE questionando e o prazo de resposta deles é de 5 dias úteis.

Vale lembrar, que o IBGE só divulgou os dados de janeiro em 30/03, porque o estudo estava passando por algumas revisões metodológicas.

Varejo fecha com queda real de -3,2% em fevereiro

A PMC (Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE) apontou queda real, ou seja descontada a inflação, de -3,2% no varejo restrito, na comparação fevereiro de 2017 contra fevereiro de 2016. Já o resultado do nosso indicador IAV-IDV foi melhor que a média brasileira, apontando no mesmo período decrescimento de -2,3%.

Tais resultados são consequências da continuidade da deterioração no mercado de trabalho, especialmente do recuo na massa de salários pagos aos trabalhadores ocupados e do crescimento do desemprego no Brasil.

A boa noticia que a inflação vem perdendo força nos últimos meses, o indicador total fechou em março de 2016 em 4,57%, queda de 4,8 pontos percentuais, se compararmos com o fechamento do ano passado , quando o indicador estava em 9,39%.

Na comparação com o “mês corrente versus mês anterior” o indicador do IBGE encerrou com variação negativa de -0,2, já descontada a inflação.

As vendas do “varejo ampliado”, (classificação que adiciona ao varejo restrito o atacado e varejo de materiais de construção, veículos, motos, partes e peças), apontam em fevereiro na comparação anual, decrescimento real de -4,2%.

Conjuntura e Comércio Varejista

Volume de vendas do comércio varejista segundo grupos de atividade

IDV

* Série com ajuste sazonal. Obs.: O comércio varejista é composto pelas atividades numeradas de 1 a 8. O comércio varejista ampliado é composto pelas atividades numeradas de 1 a 10. Fonte: IBGE. Adaptação: NE&PE/GS&MD – Gouvêa de Souza.

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