Conjuntura e Comércio Varejista

12/07/2018

Mesmo pressionado pela greve dos caminhoneiros, varejo restrito aponta em maio, crescimento de 2,7% na comparação anual

Conjuntura e Comércio Varejista

Na comparação de maio de 2018 contra maio de 2017, o varejo restrito apontou crescimento real, ou seja, descontado a inflação de 2,7%. Apesar dos reflexos da paralisação dos caminhoneiros no abastecimento nas diversas atividades, o varejo restrito total atinge sua décima quarta taxa positiva seguida. O resultado positivo foi sustentado por apenas três atividades que compõem o varejo restrito: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria e Outros artigos de uso pessoal e domésticos.

Na comparação com o “mês corrente versus mês anterior”, o indicador do IBGE encerrou com variação negativa de -0,6%, já descontada a inflação. No acumulado do ano (jan-mai), o varejo obteve um crescimento real de 3,2%.

As vendas do “varejo ampliado”, (classificação que adiciona ao varejo restrito o atacado e varejo de materiais de construção, veículos, motos, partes e peças), apontam em maio na comparação anual, crescimento real de 2,2%. Destaque para o setor de Veículos e motos, partes e peças, que obteve também resultado positivo na comparação maio de 2018 sobre maio de 2017.

Desempenho Setorial do Varejo

Das dez atividades monitoradas pelo IBGE, quatro tiveram resultados positivos na comparação anual. Além de Veículos e motos, partes e peças, destaque para a atividade Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apontou crescimento real de 8,0% em relação a maio 2017. Se considerarmos somente Hiper e Super, o crescimento real foi de 8,5% na comparação anual, beneficiado pela deflação atual nos preços dos produtos no mês abril (IPCA acumulado 12 meses em maio de 2018: 4,68%).

A atividade Artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria, fechou com crescimento real de 4,5% no mês de maio de 2018, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado desta atividade e de Hiper e Super, foram menos afetados pela greve dos caminhoneiros, fato, em grande parte, justificado pela comercialização de itens de caráter essencial.

A atividade móveis e eletrodomésticos fechou em maio de 2018 com queda de -6,1%, na comparação anual, pior indicador desde dezembro de 2016.  O resultado acumulado nos últimos 12 meses ficou em 7,8% e registrou perda significativa de ritmo em relação a taxa de abril (9,6%). Os resultados por categorias foram: decrescimento real de -3,3% para os itens de eletrodomésticos e de -10,6% para os itens de móveis.

Já a atividade tecidos, vestuários e calçados, registrou em maio de 2018, queda real de -3,6%, na comparação anual, quarto resultado negativo após sequência de doze taxas positiva.

Volume de vendas do comércio varejista segundo grupos de atividade

IDV

* Série com ajuste sazonal. Obs.: O comércio varejista é composto pelas atividades numeradas de 1 a 8. O comércio varejista ampliado é composto pelas atividades numeradas de 1 a 10. Fonte: IBGE. Adaptação: NE&PE/GS&MD – Gouvêa de Souza.

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