Conjuntura Conjuntura e Comércio Varejista

Visão do Varejo

14/07/2009 

Julho 2009 

O melhor desempenho de maio 

Para o conjunto do varejo nacional e para a maioria dos seus segmentos, maio foi um mês favorável. Considerando o conceito mais restrito adotado pelo IBGE para o varejo brasileiro que não inclui as atividades de Veículos e motos partes e peças e Material de construção, o setor voltou a crescer nesse mês após dois meses de redução em suas vendas reais. De fato, na passagem de abril para maio (descontados os efeitos sazonais) o volume de vendas aumentou 0,8%, contra quedas de 0,1% e 0,5% nos dois meses anteriores. Nos cinco primeiros meses de 2009, o setor teve aumento de vendas em termos reais de 4,4%. No conceito mais amplo, o qual inclui os dois segmentos já mencionados, o aumento em maio com relação a abril foi maior, 3,7%, devido ao grande crescimento (8%) em Veículos e motos partes e peças que contou com o estímulo de vendas da redução do IPI sobre automóveis. Também cresceu de forma expressiva - e essa é uma das principais novidades dos dados de maio do varejo nacional - o segmento de Material de construção (+5,7%) que no mês anterior havia apresentado queda de 6,7%.

Os destaques setoriais foram o segmento Hiper, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo que manteve seu nível de atividade com relação ao mês anterior e que na comparação de maio último com relação a maio de 2008 teve aumento de 6,7%. No acumulado de janeiro a maio esse setor acusa aumento de 6,5% em suas vendas reais. São números positivos e que mostram que o nível médio de renda real da população brasileira vem sendo preservado, a despeito das maiores dificuldades que a economia enfrenta desde que agravou-se o cenário internacional a partir de setembro do ano passado. O segmento de Hiper, supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo responde isoladamente por 78% do aumento do volume total de comércio do varejo nacional.

Pequenas recuperações na margem caracterizaram o desempenho de outros segmentos e contribuíram para formar o quadro de melhora do desempenho do setor do varejo em maio. Foram os casos de Combustíveis e lubrificantes com aumento de 3,7% na passagem de abril para maio, Tecidos, vestuário e calçados (1,7%), Móveis e eletrodomésticos (+0,1) Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (+0,8%), Livros, jornais, revistas e papelaria (+2,2%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (+2,9%). Em todos esses casos o mês anterior de abril havia acusado resultados negativos de, respectivamente, -0,2%, -1,5%, -2%, -1,1%, -2,3%, -2,1%

Essa é mais uma evidência de que em termos gerais o setor do varejo efetivamente teve uma melhora em seu desempenho no mês de maio. Isso não significa dizer que alguns de seus segmentos deixaram para trás as retrações sofridas em meses anteriores. Assim, cabe mencionar que a despeito do avanço relativo em maio, os setores de Tecidos, vestuário e calçados, Móveis e eletrodomésticos e Material de construção ainda acumulam resultados desfavoráveis no corrente ano: no primeiro caso, a queda chega a 6,1%, a 2,6% no segundo e a 10,7% no caso de Material de Construção.

Finalmente cabe ressaltar que em apenas um segmento o movimento de maio foi adverso. Em Equipamento e material para escritório, informática e comunicação as vendas caíram 11,6% na comparação com abril. Notar, no entanto, que esse setor vinha de dois meses de elevada expansão (+1,7% e +10,1% nos meses de março e abril) e que no ano acumula uma variação positiva bastante expressiva, +15,3% com relação ao período janeiro-maio de 2008.

 

Resultados Gerais.

Em maio, frente a maio do ano passado, o volume de vendas cresceu 4,0%, após o aumento de 7,0% em abril. A variação acumulada no ano chega a 4,4%, inferior à taxa apurada no mesmo mês de 2008 (11,8%). Nos últimos 12 meses, a variação acumulada foi de 6,5%.

Setores. Na relação maio-09/abril-09, na série ajustada sazonalmente, das oito atividades que compõe o comércio varejista somente Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação apresentou recuo de 11,6%. Em sentido oposto, os maiores crescimentos foram em Combustíveis e lubrificantes (3,7%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (2,2%). Cabe salientar ainda, dentro do comércio varejista ampliado, o desempenho da categoria Veículos, motos, partes e peças (8,0%).

Na comparação mensal (mês/ mesmo mês do ano anterior), houve sete resultados positivos, destacados por ordem de contribuição: Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,7%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,0%), Combustíveis e lubrificantes (5,2%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (5,2%). O pior resultado foi o de Móveis e eletrodomésticos, com -6,3%.

No acumulado entre janeiro e maio, frente ao mesmo período de 2008, foram observados seis resultados positivos. Os maiores destaques formam: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (15,3%), Artigos farmacêuticos (11,6%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,0%). Tecidos e vestuários (-6,1%) e Móveis e eletrodomésticos (-2,6%) tiveram resultado negativo.

Regiões. A partir dos dados dessazonalizados, na passagem de abril para maio verificou-se que das 27 regiões contempladas pela pesquisa, 23 tiveram variações positivas. As principais pressões positivas vieram de: Bahia (4,0%), Piauí (3,9%), Tocantins (2,9%) e Ceará (2,5%). Já as pressões negativas vieram de Roraima (-4,0%), Amapá (-3,2%), Rondônia (-2,2%) e Amazonas (-0,7%).

No confronto maio-09/maio-08, houve 22 resultados positivos, sendo os principais: Sergipe (12,7%), Piauí (11,9%), Ceará (10,8%) e Roraima (7,9%). Em sentido oposto, estão, principalmente, Espírito Santo (-6,4%), Distrito Federal (-2,3%) e Acre (-1,4%). Quanto à variação acumulada entre janeiro e maio, contra idêntico período de 2008, foi verificado apenas três resultados negativos, sendo eles: Espírito Santo (-3,5%), Distrito Federal (-2,1%) e Pará (-1,4%). Já as maiores taxa foram em Roraima (17,5%), Rondônia (11,3%), Sergipe (10,5%) e Ceará (8,4%).

 


 

Volume de Vendas do Comércio Varejista segundo Grupos de Atividades (em %)

 

Índice de Volume de Vendas no Varejo
Variação com Relação ao Mesmo Mês Ano Anterior

 

Índice de Volume de Vendas no Varejo -
Variação com Relação ao Mesmo Mês Ano Anterior - %

 

Índice de Volume de Vendas no Varejo
Variação com Relação ao Mesmo Mês Ano Anterior - %

 

Índice de Volume de Vendas no Varejo - Maio/2009
Variação com Relação ao Mesmo Mês Ano Anterior - %

 

Fonte: IBGE PMC  

 

 

Quem é o IDV

O IDV é o Instituto para Desenvolvimento do Varejo e representa empresas varejistas de diferentes setores (alimentos, eletrodomésticos, móveis, utilidades domésticas, produtos de higiene e limpeza, cosméticos, material de construção, medicamentos, vestuário e calçados). O Instituto tem atuação nacional e sua principal bandeira é contribuir para o crescimento sustentável da economia brasileira, para o desenvolvimento do varejo ético e formal nacional .

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